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Impressão 3D como alternativa na produção foi tema de workshop

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'Impressão 3D: Soluções de fabricação aditiva' foi o tema de um workshop que, organizado pela Associação Nacional da Indústria de Moldes (CEFAMOL), decorreu no dia 27 de novembro, no Centro Empresarial da Marinha Grande. Dinamizado pela Augusto Guimarães e Irmão (AGI), a ação teve como orador Francisco Papis, da Sabic, empresa química com sede na Arábia Saudita, que é a terceira produtora mundial de polímeros.


No decorrer da sessão, Francisco Papis apresentou parte do portfolio da empresa e as características dos diversos materiais, enumerando as vantagens do processo de impressão 3D, desde logo pela possibilidade de permitir "limitações de desenho de peças praticamente nulas".


Aos produtores de moldes, em particular, Francisco Papis deixou uma advertência: "esta tecnologia, a impressão 3D na fabricação, pode ser usada assegurando enormes vantagens". Para isso, aconselhou o sector a "num primeiro momento, pensar para que tipo de aplicação precisa de aplicar esta tecnologia", explicando que a empresa está disponível para aconselhar nesta tomada de decisão. "A seleção da tecnologia deve ter em conta diversos aspetos como o tipo de produção, a dimensão da peça, quais os materiais que se vão processar e a quantidade que se vai fabricar, entre outros aspetos", afirmou, lembrando que "hoje, com esta tecnologia, as pessoas podem decidir o que mais lhes convém uma vez que podem produzir pequenas peças de forma muito rápida e, em alguns casos, sem necessidade de investir num molde".


O responsável sublinhou que tem havido uma grande evolução nesta tecnologia, nos últimos anos. "Há cinco anos, por exemplo, a realidade era muito diferente. Era impossível fazer séries mais longas mas, hoje em dia, há diferentes processos e diferentes máquinas disponíveis no mercado e permitem já uma grande variedade de possibilidades", explicou, frisando que "antigamente, com a oferta que havia, era provável que a resposta das empresas fosse 'não' a essas tecnologias, mas hoje é possível fazer análises de custos, decidir pelas opções disponíveis e tirar partido das soluções que existem".


No caso dos fabricantes de moldes, considerou, "podem até decidir se querem fazer uma parte da produção através da impressão 3D e o restante a partir dos métodos tradicionais".


"Todo este desenvolvimento ainda não chegou ao conhecimento dos produtores, mas as empresas precisam de se manter informadas sobre esta mudança, de forma a conseguirem ver as vantagens, que são inúmeras, e decidir. É uma questão de educação, de conhecimento, mas não tenho dúvida de que é uma tecnologia que vai ser muito importante no futuro", declarou, aconselhando as pessoas a "estarem atentas, a procurar saber mais sobre esta tecnologia que pode ser uma alternativa na obtenção de ganhos na produção e que muitas empresas já começam a perceber".

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