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'Design Thinking' procura fazer pensar e agir 'fora da caixa'

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'Design Thinking' foi o tema de um seminário que, dinamizado pelas empresas Stratasys e Codi, decorreu no dia 4 de dezembro, no auditório da CEFAMOL. Durante uma manhã, os participantes foram desafiados a pensar “fora da caixa”: divididos em grupos de trabalho, detetaram problemas e encontraram, em conjunto, soluções, mais ou menos criativas, para os resolver.


E é isto, no fundo que, explicou Mauro Bastos, da Kyvo, preconiza o 'Design Thinking'. "Acaba por se transformar numa ferramenta muito ligada ao processo de transformação digital. Trata-se de um instrumento que possibilita resolver problemas complexos, que permite pensar de uma forma colaborativa entre todos os que participam efetivamente no processo e que potencia o uso de tecnologias", esclareceu, frisando que "faz com que exista um casamento completo entre o design e a tecnologia e que culmina no processo de fabricação digital".



Mauro Bastos lembrou, ainda, que "escolas consagradas, a nível mundial, estão hoje a disseminar o conhecimento da transformação digital muito baseado no 'Design Thinking", revelando que, em Portugal, há já exemplos disso, como a Universidade Católica, de Lisboa e do Porto, e a Nova, de Lisboa. "Cada vez mais, o 'Design Thinking' estará mais presente no processo de fabricação digital das empresas", defendeu.


Empresas
Por seu turno, Paulo Martins, da Incentea, revelou que há algumas empresas no nosso País que já utilizam estas metodologias. "No essencial, faz-nos perceber que nenhum de nós consegue sair sozinho da 'caixa'. Ou seja, estamos todos numa caixa, com os nossos hábitos, preconceitos, crenças… O que fazemos com esta metodologia é desmontar isso tudo em nós. De uma forma colaborativa, conseguimos ter ideias diferentes, conseguimos ter - e convém ter - várias perspetivas para chegar a um contexto", afirmou.



Para Paulo Martins, quando se transfere esta questão para a transformação digital, "isto é fundamental porque humaniza a tecnologia: temos visto que se fazem grandes investimentos em tecnologia e, muitas vezes, achamos que a tecnologia resolve. Mas não vamos ao fundo da questão e, com esta metodologia, conseguimos contextualizar o que efetivamente é preciso e depois criar um processo, muitas vezes tecnológico, para que traga valor para as pessoas".


Contudo, advertiu Mauro Bastos, "as empresas deveriam apostar mais neste tipo de ferramenta para diversos processos, seja para remodelar serviços, seja para a produção de algum produto. O mercado ainda tem muito a crescer em relação a isso". E anunciou que alguma mudança poderá surgir, no próximo ano, com a inauguração, em Portugal, de uma organização internacional de Service Design Network, cuja 'casa-mãe' se localiza na Alemanha.


"A organização vai trabalhar em três pilares do mercado: comunidade, business e conhecimento. Tudo isso com o objetivo de criar uma economia circular e crescente no uso do Service Design, no mercado português", explicou.

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