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Programa Talentum 4.0 :: Seminário apontou caminhos para o reforço do trabalho em equipa

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'Novos desenhos organizacionais: a ascensão das equipas' foi o tema da segunda sessão, integrada no 'Programa Talentum 4.0' que está a ser promovido, este ano, pela CEFAMOL.

O seminário decorreu no dia 26 de fevereiro no espaço da exposição 'Esculpir o Aço', (no edifício da Resinagem, na Marinha Grande), tendo contado com a presença de mais de duas dezenas de representantes de empresas de moldes e teve como dinamizador Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC).


"A questão chave das organizações passa pelas equipas", defendeu este responsável, sublinhando que "a complexidade do mundo é grande demais para ser resolvida por uma única pessoa; por isso é preciso que os problemas sejam encarados em equipa".


A formação deste espírito de equipa e colaboração não é um processo fácil, admitiu, considerando ser fundamental, em cada empresa, "que as pessoas se unam e formem parcerias com outras pessoas, dentro da instituição, que têm conhecimentos, experiências e responsabilidades muito divergentes umas das outras, de forma a complementarem-se e definir, em conjunto, os caminhos para encontrar as melhores soluções".


"Isto obriga a que as pessoas estejam juntas e que partilhem, porque de outra maneira não conseguirão encontrar as respostas mais eficazes para resolver o problema da complexidade", frisou, citando, como exemplo, que uma das dificuldades que as organizações sentem é "perceber como se vão recrutar pessoas para a indústria, daqui a dez ou 15 anos, em países como o nosso onde, tendencialmente, as pessoas fogem da indústria". No fundo, advertiu, esta questão resume-se a uma mudança de paradigma: "é preciso perceber que a mentalidade do trabalho deixou de estar focada num único indivíduo".


Comunicação
O caminho, admitiu, não é fácil, até porque o medo de falhar e a falta de comunicação nas instituições são, muitas vezes, questões difíceis de ultrapassar. Por isso, deixou alguns conselhos para a formação dessas equipas que, ao tornarem-se coesas, conseguirão aumentar a eficácia da própria empresa.


"As pessoas falam pouco sobre aquilo que as afeta e que as preocupa, sobretudo a alguém que as conheça, porque temem ser julgadas. Este é um problema que temos na sociedade e que, depois e naturalmente, levamos para as empresas. O medo de ser julgado ou considerado menos competente por admitir não saber fazer alguma coisa leva, muitas vezes, os colaboradores a fecharem-se. Por outro lado, todos temos uma tendência natural para julgar aquilo que os outros dizem ou fazem", afirmou, defendendo que "caberá à própria organização mudar e definir direções, em termos gerais, para fortalecer esse espírito de equipa e entreajuda entre os seus elementos".


O seminário despertou grande interesse por parte do público, que levantou várias questões e, no final, gerou-se um interessante espaço de diálogo em volta da questão. A sessão foi marcada ainda pela realização de um exercício prático para demonstrar a importância da comunicação e do trabalho em equipa.


A próxima ação integrada no 'Programa Talentum 4.0' terá lugar em março.

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