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Seminário promoveu "cultura de desenvolvimento de pessoas"

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"Qual a cultura que queremos nas nossas organizações" e "qual o papel que as pessoas deverão desempenhar nas mesmas". Foram as linhas mestras, sob a forma de interrogação, que serviram de base para a reflexão em mais um seminário que, organizado pela CEFAMOL, decorreu no dia 28 de maio, no espaço da exposição 'Esculpir o Aço', juntando mais de duas dezenas de quadros superiores de empresas de moldes e plásticos.


Com o tema 'Cultura de desenvolvimento de pessoas e os avanços tecnológicos', o evento integrou-se no 'Programa Talentum 4.0', que a CEFAMOL tem vindo a promover desde o início deste ano, com o apoio da International Business Consulting (IBC).


Começando por defender que é importante definir, à partida, o tipo de cultura dentro de cada organização, o animador da sessão, Artur Ferraz, considerou que, depois, "importa passa-lo para as pessoas e conseguir mudar a sua cultura na empresa". Ou seja, "sair do paradigma da pessoa fazer 'o que lhe mandam' para ser mais autónoma".


E se é certo que isso não se faz sem estratégia, também é certo, citando Peter Drucker, que "a cultura 'come' a estratégia ao pequeno almoço". Quer isto dizer que a cultura é "um conjunto de valores que está subentendido e que rege e une a organização, de forma inconsciente". É necessário, pois, começar por perceber bem cada organização para, num momento seguinte, definir a estratégia para uma mudança eficaz.


Com uma plateia muito interessada e participativa - a exemplo das anteriores sessões - Artur Ferraz defendeu ser preciso "criar um plano" para a mudança mas, muitas vezes, "é preciso voltar atrás nas medidas implementadas, de forma a assegurar que esse plano está a ser interiorizado e aplicado". E para uma mudança eficaz, a cultura da organização tem de estar alinhada com as características do mercado. Por outro lado, a gestão tem de reconhecer o mérito de cada pessoa.


Trata-se, pois, de um processo que, apesar de necessário, não é fácil de implementar. Um dos desafios é, no seu entender, adequar as competências e encontrar aquelas que geram produção de riqueza. Ou seja, ligar as competências aos resultados. Outro desafio que destacou foi a necessidade de "criar políticas para gerir as pessoas", de forma a que o processo de recrutamento tenha uma avaliação prévia das necessidades, que a formação se articule com as necessidades reais, que as carreiras se transformem em valorização pessoal e que as compensações sejam efetivas e se traduzam em benefícios.



Gestão de pessoas


Esta sessão do 'Programa Talentum' foi seguida pela realização de mais uma edição do Seminário O Molde, que teve como tema de destaque o tema 'Gestão de Pessoas'. Quatro empresas, Vipex, KLC, Neckmolde e Yudo, partilharam a sua experiência nesta temática, contando como, com vantagens para a motivação das pessoas e das equipas que integram, estão a implementar os seus sistemas de gestão de pessoas. Numa vertente muito prática, as quatro empresas explicaram que, com esta alteração têm conseguido melhorar o seu desempenho.


Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, explicou que o objetivo deste conjunto de sessões, que a Associação começou a realizar em janeiro, e prosseguirá até novembro, é "sensibilizar as empresas para a importância das Pessoas nas organizações". O responsável revelou também que a CEFAMOL está a preparar a criação de um grupo de trabalho para "ajudar as empresas a melhorar a sua intervenção nesta área", seja refletindo sobre os temas associados a esta temática, seja, numa vertente mais prática, apoiando a definição e implementação de estratégias que diferenciem e valorizem as empresas nestas ações.

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