Esta plataforma utiliza cookies de terceiros para melhorar a experiência do utilizador e os serviços que prestamos. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita a sua utilização.

Seminário reflete 'Tecnologias Avançadas para a Produtividade'

Voltar à listagem

'Tecnologias Avançadas para a Produtividade' foi o tema de um seminário que decorreu no dia 29 de outubro, organizado pela CEFAMOL e inserido no conjunto de iniciativas promovidas no âmbito da preparação do X Congresso da Indústria de Moldes, a decorrer dias 22 e 23 de novembro.


Os oradores, David Vieira (Tebis) e Teresa Neves (Simulflow) foram unânimes em considerar que a adoção das tecnologias é imprescindível à indústria, mas a sua rentabilização está, sempre, indissociavelmente ligada às pessoas e à própria organização de cada empresa.


"Para que as tecnologias funcionem é preciso uma 'parte humana' de sustentação: requer uma grande comunicação entre as pessoas dos vários departamentos, do projeto, programação e produção", defendeu David Vieira, considerando que, hoje em dia, "muitas empresas ainda não conseguem esta comunicação. É um processo em construção e tem de ser visto como um processo contínuo".


Centrando a sua intervenção no tema 'O futuro dos processos de produção', David Vieira contou que, ao contrário do passado - quando o molde era visto como uma "obra de arte" - atualmente questões como o preço e a velocidade imposta ao fabrico fazem com que seja olhado como "uma ferramenta funcional". E, nesse sentido, defendeu, é imperioso colocar as tecnologias ao serviço da melhor otimização dos recursos de cada empresa, melhorando a eficácia e eficiência, reduzindo os erros, elevando a precisão, aumentando a capacidade de resposta das organizações e adotando procedimentos orientados a processos automatizados. "Cada molde produz uma peça única, mas os processos de fabrico do molde repetem-se. É preciso capitalizar o conhecimento", afirmou.


Já Teresa Neves, centrando a sua intervenção no tema 'A rentabilização das ferramentas de simulação numérica', alertou que, no momento de escolher uma tecnologia, é importante que, para além de ponderar as vantagens que trará à empresa, se tenha também em conta a melhor forma de a implementar.


No caso da simulação, lembrou a enorme vantagem que representa em termos de deteção precoce de problemas no molde, permitindo uma redução de custos e uma colocação mais rápida no mercado, para além de potenciar, também, uma fonte de conhecimento para a empresa. Contudo, advertiu, "é necessário refletir sobre 'quando' e 'como' utilizar esta tecnologia e também sobre a melhor forma de a implementar".


No seu entender, deve ser usada logo na fase de orçamentação, o que permitirá retirar enormes vantagens. Deve ser, também, usada na fase do projeto para validar a solução. Mas, enfatizou, deve ser utilizada também na fase final, no teste, comparando o real com o simulado e, dessa forma, permitir que se aprenda com os resultados. Para o seu melhor funcionamento, defendeu, é necessário o envolvimento do analista na discussão técnica e no teste. Algo que, admitiu, ainda nem todas as empresas conseguem colocar em prática.


Este seminário contou com a presença de cerca de duas dezenas de profissionais do setor que, no final, partilharam a sua experiência e colocaram várias questões aos oradores.


Manuel Oliveira, secretário geral da CEFAMOL, explicou que este programa de debates - que tem vindo a ser realizado no âmbito da preparação para o Congresso da Indústria de Moldes - tem como grande missão colocar o sector a discutir conjuntamente as diferentes áreas que integram os três temas centrais que estarão em reflexão: Organização e Tecnologia; Gestão de Pessoas; e Cooperação e Internacionalização. O programa do Congresso, sublinhou, está definido e as inscrições estão abertas, esperando-se uma grande adesão por parte da indústria.


Agenda