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Treinador Luís Castro deu pistas para uma boa liderança e gestão de talento

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A importância de "liderar com o coração" e "manter as equipas motivadas" foram duas das principais mensagens deixadas por Luís Castro, o treinador português atualmente ao comando da equipa de futebol do Shakhtar Donetsk (Ucrânia), no decorrer da conferência 'Liderança e Gestão do Talento'. Organizada pela CEFAMOL, a palestra do treinador decorreu no dia 16 de janeiro em São Pedro de Moel, e contou com a participação de mais de meia centena de pessoas, grande parte gestores e quadros de empresas da indústria de moldes.


"Só sei liderar com o coração", salientou o palestrante que, durante o evento, partilhou várias experiências que teve durante o tempo em que jogou futebol, mas, sobretudo, enquanto treinador. Esta forma de liderar é, para si, "um princípio claro". Tal como são também a boa relação com todos os seus jogadores, de forma a que se sintam confortáveis para contar os seus problemas para que possam ser ajudados na sua resolução.


Um outro princípio que destacou como fundamental é "ter a certeza de que todos os jogadores sabem claramente quais são os nossos principais objetivos", bem como "que percebam claramente a minha linguagem sobre a forma de os alcançar". "Todos têm de estar conscientes do nosso caminho e para onde queremos ir", enfatizou.


Estabelecendo um paralelo entre a sua atividade e a indústria, considerou ser fundamental a partilha dos objetivos de uma empresa por todos os seus colaboradores. E assegurar isso é, no seu entender, o papel de um líder. "Se a liderança falha, falha tudo", destacou.


Para Luís Castro, liderar é algo que não está ao alcance de todos. "Liderar é algo que nasce connosco. Acho que o líder pode ser construído - como muitos defendem - mas tem de ter algo inato que o leve a liderar", defendeu. Ilustrou com o seu caso, contando que "desde muito cedo, senti que poderia liderar equipas". Por isso, enquanto jogador, foi capitão nas várias equipas por onde passou. E o passo seguinte foi ser treinador.


Na sua intervenção, da liderança passou para as equipas, destacando a importância das pessoas se sentirem felizes e valorizadas pelo seu trabalho. "Quando a boca não ri, os pés não jogam bem", afirmou. E para conseguir essa motivação, considerou, "é preciso um contexto diário" de forma a atrair talento. Com isso, gera-se valor. Fundamental para as equipas de futebol, mas também para as empresas. "No futebol, nós recrutamos, trabalhamos, desenvolvemos, rentabilizamos e vendemos", sublinhou, lembrando que, para isso, é preciso um trabalho diário de motivação e rentabilização do talento. "É preciso dar condições para que o talento se manifeste", aconselhou.


E, para além do recrutamento, considerou fundamental que existam pessoas capazes de desenvolver esse talento.


Defendeu ainda que, no caso das coisas não correrem bem, o líder deve assumir sempre a maior responsabilidade. "Quando tudo corre bem, devemos partilhar os louros com a equipa. Mas quando as coisas correm mal, eu, enquanto líder, assumo toda a responsabilidade por isso", afirmou.



Talentum

A conferência foi aproveitada pela CEFAMOL para lançar a nova fase do Programa Talentum que, criado no ano passado, vai prosseguir este ano com novas ações de sensibilização e medidas concretas de apoio às empresas. Trata-se de uma iniciativa centrada na importância das Pessoas nas organizações.

Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, fez a apresentação do programa e das ações previstas para este ano, das quais se destaca a realização de um concurso, denominado 'Pessoas na Indústria', que tem como objetivo promover, divulgar e premiar as boas práticas de Gestão de Pessoas nas empresas. As regras serão definidas no decorrer do primeiro trimestre do ano. Quanto aos vencedores, serão premiados no decorrer de uma gala, a realizar no mês de novembro, com o sugestivo tema 'Pessoas que Moldam'.


A realização desta ação é o concretizar de uma das linhas de ação definidas pelo Grupo de Trabalho que, no âmbito deste programa, foi criado no ano passado, envolvendo várias empresas.


Para além desta iniciativa, está previsto ainda o regresso das ações mensais de sensibilização, dando continuidade ao trabalho realizado no ano passado. Já em fevereiro, terá lugar a primeira, subordinada ao tema 'Desenvolver equipas e alcançar resultados. A partir daí e até dezembro (com exceção do mês de agosto) decorrerão sessões, com os seguintes temas: 'Ligar equipas de produção: competências e ferramentas'; 'Reuniões para ganhar tempo'; 'O report funcional e de gestão: ferramentas'; 'Definir responsabilidades, criar critérios de avaliação e saber dar feedback'; 'Família e profissionalização das empresas'; 'Governance e gestão: um desafio organizacional'; 'Preparar processos de delegação de atividades'; 'Promover ações de envolvimento nas equipas: desenvolver um sentido de pertença' e 'Formar pessoas para a indústria'.


Terão lugar ainda várias ações integradas nas questões da 'Atração e recrutamento de talento' e 'Gestão e retenção do talento', bem como intervenções diretas nas empresas que se mostrem interessadas, nas áreas do design organizacional, atração e recrutamento de talento, e gestão e retenção de talento.


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