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'Webinar' apresenta modelo de dez passos para resistir às adversidades

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'A Fórmula da Resiliência: Pensamento Estratégico para Ultrapassar a Crise' foi o tema de um webinar que, organizado pela CEFAMOL, teve lugar no dia 7 de maio. Moritz Koppensteiner e António Marta, da KOPPtec, foram os oradores desta sessão que contou com a assistência de mais de três dezenas de profissionais da indústria de moldes.


Moritz Koppensteiner começou por explicar que o modelo apresentado pode ser aplicado, de forma transversal, a todos os tipos de indústria, não sendo específico para o caso dos moldes. Tem, no seu entender, um conjunto de sugestões para criar um "pensamento estruturado" que permite manter uma "imunidade mental" para resistir às adversidades, sobretudo às que resultam da pandemia de Covid-19. É que, sublinhou, depois desta situação, "o tecido empresarial não vai ficar igual. Algumas empresas deixarão mesmo de existir, mas outras vão ficar mais fortes".


Os dois oradores apresentaram o modelo que aplicam na sua própria estrutura e que tem como título 'Dez passos para Ultrapassar a Crise', sendo dividido em três fases: estabilização, desenvolvimento e aceleração. E repartido por três níveis: estratégico, técnico e comportamental.


O primeiro passo, consideraram, é a "criação de uma imagem real do impacto da situação", analisando clientes, fornecedores, desenhando cenários otimistas e pessimistas, preparando-se para lidar com as situações e ganhando sensibilidade. Em resumo, "verificar e valorizar os danos".


Para além disso, a empresa tem de "garantir a sua liquidez". Este é o segundo ponto do modelo, mas é, segundo defenderam os oradores, um dos mais importantes. "É preciso preparar todo este período sem preocupações de tesouraria", afirmaram, considerando que a liquidez é, afinal, "o ar que permite às empresas respirar para viver". Para assegurar essa situação é necessário "cortar despesas", por um lado, e, por outro, "ativar fontes de apoio, créditos, liquidação de ativos", sublinharam.


A empresa deve, também, estabilizar a comunicação. Ou seja, "estar visível, ser verdadeiro e corajoso". É preciso que a organização comunique de forma direta, evitando "o ruído", seja para dentro (colaboradores), seja para fora (fornecedores e clientes). "Isto é fundamental para evitar boatos e medo", advertiram os dois oradores, frisando que é preciso "comunicar por forma a criar estabilidade, clarificando as razões por detrás das nossas ações". E é necessário ainda, sublinharam, "não lamentar, esquecer o passado e manter o foco no futuro".


Estes primeiros passos, afirmaram, asseguram a estabilização. Num passo seguinte, a empresa deve, através de uma análise SWOT, "avaliar as suas opções". E tem de, "considerando o novo cenário no mundo", preparar um plano estratégico de curto, médio e longo prazo". Por outro lado, deve também "aprender a ser ágil".



Estabilidade e adaptação


Moritz Koppensteiner e António Marta consideram ainda que é fundamental confirmar a estabilidade dos processos. Ou seja, "adaptar os processos de fabrico à nova realidade". Mas não só. É necessário "simplificar e eliminar a instabilidade", bem como "adaptar a cadeia de fornecimento ao 'novo normal' resultante desta situação". É também importante, defendem, que se alcance uma forte robustez, que permita "eliminar o desperdício".


Chegada aqui, a organização tem de tentar "criar novas fontes de receitas". Para isso, precisa de "analisar as atuais propostas de valor e considerar produtos e serviços alternativos ou sectores e mercados diferentes".


É importante, também, que encontre formas de "cooperar com antigos ou novos parceiros". Moritz Koppensteiner lembrou que a indústria portuguesa "poderia estar mais à frente se tivesse havido mais cooperação entre as empresas", defendendo que "chegou o momento de ter um novo sentimento nacional que aumente o nível de confiança". Deixar de lado os receios é imperioso, na sua opinião.


Num passo seguinte, a empresa deve "organizar as equipas para o 'novo normal', definindo políticas para manter os colaboradores seguros e com o moral elevado". Para isso, uma das opções é "eliminar burocracia e dar poder às equipas". Neste processo, advertiram, é preciso "ouvir as equipas". Desta forma, alcança-se o momento seguinte que é a "otimização de custos e processos". Ou seja, é preciso "treinar para a eficiência e eficácia, rentabilizando ao máximo os processos e as tarefas de valor acrescentado".


Sugeriram, ainda, que fossem introduzidos sistemas de "monitorização de custos e desperdícios" e aplicados "métodos inovadores de melhoria contínua para garantir a competitividade". Desta forma, a empresa caminha no sentido de "ser lucrativa".


Neste desígnio, a organização deve privilegiar uma "visão de futuro", tendo sempre presente a importância do "digital como cultura". Ou seja, advertem os dois oradores, é fundamental "atender não só às necessidades imediatas de trabalho remoto, mas concentrar a estratégia, sistematicamente, na interface pessoa/máquina/pessoa".


O último passo do modelo aponta a importância de "comunicar o sucesso para dentro e para fora" da organização. Ou seja, "dar visibilidade às atitudes proactivas que asseguram a continuidade da empresa e o benefício para os seus colaboradores, parceiros e também para o meio envolvente".


Para manter a resiliência, concluíram, é fundamental que a empresa "tenha uma estratégia", que assegure um rumo e um objetivo a alcançar.

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