Esta plataforma utiliza cookies de terceiros para melhorar a experiência do utilizador e os serviços que prestamos. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita a sua utilização.

Tecnologias de simulação dão rapidez e qualidade ao processo produtivo

Voltar à listagem

“As inovações têm pautado o nosso caminho: hoje não podemos falar delas sem pensar na digitalização” e o grande desafio que se coloca às empresas é “ligar o mundo virtual com o real: ou seja, as máquinas reais produzem enquanto as virtuais servem para fazer testes e garantir a qualidade do processo”. Foi este o mote, lançado por Nélson Bruni, da Siemens (Alemanha), que serviu de contextualização para mais um webinar, que decorreu dia 29 de outubro, organizado pela CEFAMOL.


‘Como a digitalização e os CNC Sinumerik podem colaborar para uma maior produtividade na indústria de moldes’ foi o tema da sessão, de carácter bastante internacional, uma vez que os seus três oradores – Beatriz Salvador, Nélson Bruni e Marino Gustavo – estavam localizados, respetivamente, em Portugal, Alemanha e Brasil. Também na assistência, composta por cerca de seis dezenas de pessoas, houve profissionais de fora de Portugal, sobretudo do Brasil.


Usando a indústria automóvel como exemplo para concretizar o que defende em relação à digitalização, Nélson Bruni apontou a importância que assume hoje a conectividade, ilustrando com os casos dos carros autónomos ou do ‘car sharing’. “A inovação associada à digitalização é visível em todos os sectores”, sustentou.


E num mundo onde as barreiras de esbatem cada vez mais, lembrou a importância da internacionalização. Citou como exemplo a pandemia de Covid-19 e todos os desafios inerentes, mas também o caso da indústria de moldes portuguesa e a força da sua marca coletiva ‘Engineering & Tooling From Portugal’, considerando que a internacionalização é um dos aspetos que influencia a mudança na indústria. Outros exemplos que contribuem para esta mudança, sublinhou, são as tecnologias emergentes, como o fabrico aditivo, o 3D ou a robótica.


Considerou que a resposta a todos estes desafios passa pela “integração”. Do quê? No seu entender, do “mundo virtual com o real”. Enquanto a máquina real produz, a virtual destina-se a fazer simulações e testes, de forma a garantir a qualidade da produção e evitar perdas de tempo.
E, salientou, é precisamente neste aspeto que se insere o software que a Siemens disponibiliza ao mercado e que foi apresentado durante esta sessão: o Sinumerik One.


Com uma nova versão prevista para novembro deste ano, este software, considerou Nélson Bruni, permite, entre outros aspetos, identificar o erro, diminuir o tempo de instalação da máquina, garantir conexão e transparência. E tudo isto, frisou, “de uma forma simples e rápida”.


Qualidade e tempo
Coube a Marino Gustavo fazer, a partir do Brasil, a descrição do software, ao mesmo tempo que apresentou as várias características da ‘família’ Sinumerik (que assinala este ano seis décadas no mercado), com especial incidência para as que se destinam à indústria de moldes, mas lembrando que têm utilização em vários outros sectores. Já na demonstração, exemplificou a facilidade de manuseamento e as vantagens da simulação 3D.


Marino Gustavo deu conta ainda de que o software assegura ganhos de qualidade e velocidade, mas também no acabamento. “A Siemens pensa na produtividade e funcionalidade do CNC para que não se perca tempo”, salientou, explicando, passo a passo, a forma prática e facilidade, bem como as potencialidades do Sinumerik One. Esta solução, no seu entender, “torna as máquinas-ferramenta mais produtivas: mais rápidas, flexíveis e eficientes”. Revelou ainda que a empresa tem, online, vários módulos de treino que podem ser utilizados de forma gratuita.


Presente em Portugal há mais de 115 anos, a Siemens tem marcado o desenvolvimento de infraestruturas nas áreas da energia, indústria, mobilidade e tecnologias para edifícios. Emprega, no seu universo, mais de 2.615 profissionais.

Agenda