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Protocolo + Indústria: VIII Encontro apresenta novas regras de atribuição de bolsas

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É um projeto que se tem afirmado pelo crescimento, ano após ano. Resultante de um protocolo firmado entre a CEFAMOL, a NERLEI e o Politécnico de Leiria, o ‘+Indústria’ chega à sua oitava edição, criando uma nova modalidade na atribuição de bolsas de estudo (patrocinadas por empresas): em lugar de serem selecionados jovens acabados de sair do ensino secundário, como vinha acontecendo, os alunos apoiados são agora os que registem um excelente desempenho académico no decorrer do primeiro semestre da licenciatura e desenvolvam experiências imersivas nas empresas.


No decorrer do VIII Encontro do programa, que teve lugar no dia 16 de novembro, realizado online devido à pandemia de Covid-19, Ana Sargento, vice-presidente do Politécnico de Leiria, explicou que esta mudança na atribuição das bolsas pretende, por um lado, “suscitar maior procura e adesão por parte das empresas” e, por outro, garantir que os jovens apoiados sentem, de facto, interesse pela indústria. “A média do jovem no secundário nem sempre significava uma maior ligação às empresas” patrocinadoras das bolsas, revelou.


Ana Sargento adiantou que o contexto de pandemia acabou por possibilitar uma reflexão mais profunda sobre o projeto entre os promotores do projeto, realizando até inquéritos aos alunos agraciados em anos anteriores. Concluiu-se pela mudança e esta possibilitará às empresas direcionar as bolsas para vários anos e cursos, com uma graduação de valores que deixa de estar indexada à propina: 500 euros para alunos do primeiro ano; 600 para os do segundo e 700 euros para os do terceiro ano. A seleção dos jovens terá em consideração critérios de desempenho académico, mas também de experiência nas empresas.


Apoio crescente
A sessão teve como objetivo, também, fazer o balanço do último ano deste protocolo que, para além das bolsas (inseridas na área ‘responsabilidade social’), prevê ainda os aspetos de ‘formação em contexto empresarial’ e a ‘partilha e valorização do conhecimento’. Assim, no ano letivo 2019/2020, e ainda no que diz respeito às bolsas, foram apoiados 53 jovens por um total de 39 empresas, muitas delas dos sectores de moldes e plásticos. Um valor que, sublinhou, tem vindo sempre a crescer, ano após ano.


Saliente-se que este projeto, resultante do protocolo entre estas três entidades, teve início em 2013/2014 tendo sido, então, atribuídas sete bolsas por igual número de empresas. Apesar de, a partir de agora, a seleção dos jovens não ser diretamente vinculada às escolas secundárias, estas continuarão a ser reconhecidas em função do mérito dos seus alunos neste programa, assegurou.


Para além das bolsas, referiu a vice-presidente do IPL, foram realizadas no último ano letivo cerca de 60 visitas a empresas, mais de mil estágios curriculares e 143 projetos de parceria, entre outras ações.


Para este ano letivo, está também prevista a continuidade do apoio a um programa de mestrados (‘+ Inovação’) e ainda ao nível do labelling, permitindo a remodelação de quartos das residências de estudantes, permitindo que as empresas que patrocinem possam ter o seu logotipo aí afixado por um período de dez anos.


Mais-valia nas empresas
João Faustino, Presidente da CEFAMOL, sublinhou o “importante papel’ que tem tido este projeto na “aproximação das empresas à academia”, salientando ser “bastante positivo o balanço deste protocolo”. Lembrou que as empresas têm, atualmente, grandes desafios pela frente. Exemplificou com a ‘Indústria 4.0’, salientando que esta implica “fazer mais, melhor e em menos tempo”. E é precisamente neste aspeto, considerou, que os jovens têm e terão um papel fundamental. São, no seu entender, “uma enorme mais-valia para a competitividade das empresas”.


Já Rui Pedrosa, Presidente do Politécnico de Leiria, considerou que o balanço deste protocolo, pela forma como tem vindo sempre a crescer, é um inequívoco “sinal da vitalidade desta região”.
Considerou mesmo que a ligação entre estas três entidades é “uma ‘troika’ virtuosa que coloca em relação de proximidade o IPL e as empresas da região”.


Lembrou ainda que o protocolo permite garantir uma formação de quadros de acordo com as necessidades do território e do mercado, possibilitando também o incrementar de projetos de investigação e desenvolvimento, o que se traduz num aumento de oportunidades e de inovação.
Enalteceu também a postura das empresas que, apesar de estarem a passar por um contexto muito exigente devido à pandemia, mantém o seu compromisso de apostar nos jovens e, com isso, no futuro da atividade. “Este protocolo é um sinal do compromisso de todos”, sublinhou.


Para António Poças, Presidente da NERLEI, trata-se de um projeto que, ao longo destes sete anos, tem provado ser “muito meritório” para a região e a indústria. Mostrou-se igualmente satisfeito por, apesar das incertezas em relação ao futuro como consequência do contexto pandémico, estas três instituições terem conseguido manter este projeto. No seu entender, acaba por se tratar do contributo dos três signatários do protocolo no afirmar da região pela sua dinâmica empresarial. O +Indústria’ tem ainda a particularidade, concluiu, de demonstrar a dimensão mais solidária do tecido empresarial, proporcionando “um mar de oportunidades a todos os alunos”.



Reveja a sessão AQUI.

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