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Talentum: Formação ágil e curta como resposta à volatilidade do ambiente laboral

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As características que deve ter a formação, de forma a dar resposta ao período de constante mudança que o mundo atravessa, esteve no centro de mais um webinar do programa Talentum, que decorreu no dia 18 de fevereiro. Como vem sendo habitual, a dinamização desta ‘C.A.O.S. Session’ esteve a cargo de Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC) que, subordinando a sua intervenção ao tema ‘Formação e Desenvolvimento de Competências em Ambientes Voláteis’, chamou a atenção para a necessidade de as empresas apostarem em conteúdos formativos de curta duração e que possibilitem aprendizagens fáceis de ‘digerir’.


Com o seu bom humor característico, advertiu que, “infelizmente, ainda não foi criado um medicamento milagroso que permita às pessoas aprender só pelo simples facto de o tomar”. Por isso, e perante uma plateia virtual, composta por mais de duas dezenas de profissionais do sector, enfatizou que a “solução passa por formação”. Mas esta, no seu entender, tem de ser direcionada para as necessidades reais e centrada naquilo que os colaboradores vão, de facto, utilizar no seu dia a dia.


“Os desafios da gestão de pessoas para 2021 passam, em larga medida, pelo desenvolvimento de competências críticas e pelas requalificações pós-Covid”, defendeu, salientando que “este ano vai ser crucial para desenvolver competências que possam dar resposta a este desafio enorme que é a mudança, acentuada pela pandemia”. Para isso, as empresas precisam de apostar num desenho organizacional que responda a esta gestão da mudança e que passa, por exemplo, pelo desenvolvimento de líderes que ‘influenciem’, pela positiva, as pessoas dentro das organizações.


Para desenvolver estas competências, é necessário a cada empresa começar por entender quais são as aptidões dos colaboradores, mas também as suas necessidades. E aqui, é preciso ter em atenção que a formação ministrada que não tenha aplicabilidade prática no trabalho, acaba por gerar frustração nas pessoas.


Por isso, é preciso repensar e organizar as áreas de formação. Tem de ser de curta duração porque, em pouco tempo, as pessoas têm de aprender novas ferramentas e percursos. Mas tem de ser, também, bastante transversal em alguns casos, de forma a permitir que cada colaborador melhore o desempenho na sua atividade, mas que tenha, em simultâneo, pensamento crítico e uma perceção o mais completa possível da realidade da empresa.


Novas competências
Foi salientado que o desenvolvimento de aptidões e competências é um aspeto fulcral. “Não conseguimos melhorar as empresas, ou fazer crescer o negócio, se não fizermos esta aposta. Formar as pessoas permite inovar para o sucesso”, afirmou, lembrando que a pandemia de Covid-19 agravou o desafio da qualificação. O teletrabalho, por exemplo, obrigou a grandes reorganizações nas empresas, levando também os seus colaboradores a aprender, rapidamente, a melhor forma de rentabilizar o uso das tecnologias.


Citando um estudo, segundo o qual, 33% das competências importantes nos anúncios de emprego em 2017 são desnecessárias em 2021, foi dada ênfase à necessidade de as organizações prepararem de forma célere os seus recursos para estas novas competências. Para isso, sublinhou, é necessário apurar as necessidades de formação e criar ‘aceleradores’ de competências, que possibilitem desenvolver qualificações com rapidez.


No fundo, concluiu, trata-se de apostar em processos de formação centrados nas pessoas e com regras claras, que permitam que, dentro das empresas, estas possam também aprender umas com as outras.


Ações nas empresas
No seu terceiro ano de atividade, o programa Talentum, organizado pela CEFAMOL em parceria com a IBC, procura, desde 2019, sensibilizar as empresas e os seus quadros superiores para as áreas da Inovação Organizacional e Gestão de Pessoas.


Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, chamou a atenção das empresas para o facto desta iniciativa não ser constituída, apenas, por estes webinares. Salientou que estão a ser lavadas a cabo, também, ações de ‘mentoring’ e intervenção direta nas empresas, exortando à adesão dos associados. “Estamos disponíveis para trabalhar com as organizações, de forma mais individualizada, nas temáticas e áreas que definam como prioritárias”, explicou, lembrando que o essencial é apoiar as empresas a incrementar o seu desempenho, alterando e melhorando o papel dos seus recursos humanos.

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