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Talentum destaca a importância de criar planos de formação funcionais

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A formação dos quadros das empresas só faz sentido quando tem utilidade e é aplicada na prática, de forma a garantir a resolução de problemas e o sucesso da organização. Uma formação ‘de pacote’ que não responda às reais necessidades de uma empresa não é a solução, acabando até, muitas vezes, por criar frustração e desilusão junto dos colaboradores.


Esta foi uma das principais conclusões de mais uma sessão do programa “Talentum” que, organizada pela CEFAMOL, decorreu no dia 21 de abril. Artur Ferraz, da Internacional Business Consulting (IBC) foi, uma vez mais, o dinamizador do webinar que teve como tema ‘Desenhar planos de formação que funcionam’.


E para que estes planos sejam eficazes é preciso que sejam pensados e orientados para a resolução dos problemas concretos e das necessidades de cada organização. E a maior dessas necessidades é o desenvolvimento de competências críticas. Ou seja, incutir nos colaboradores ‘ferramentas’ que lhes permitam olhar para a organização, detetar necessidades e propor soluções.


Apesar de parecer uma evidência, esta não é, contudo, uma meta fácil de alcançar pelas empresas. Foram apontados alguns dos desafios que é preciso ainda ultrapassar: uma parte significativa das organizações não sabe quais as lacunas que têm os seus colaboradores e, por isso, não integra eficazmente a aprendizagem nos fluxos de trabalho. O resultado disso é que as empresas não conseguem desenvolver competências de forma rápida que respondam com eficácia às suas necessidades.


Rapidez é, nesta questão, uma palavra-chave, sendo lembrado que tecnologias e processos se alteram a grande velocidade. “É preciso trabalhar em formação (profissional) que resolva problemas, mas que seja rápida e facilmente apreendida”, defendeu, salientando que o melhor caminho será a criação de ações de curta duração, mas mais extensas no tempo. Ou seja, a aposta deve ser na organização de micro-aprendizagens focadas na resolução dos problemas detetados. Mas estas devem permitir que os colaboradores vão dando um feedback sistemático, quer sobre a importância da formação, quer sobre as dificuldades que ainda persistam. Só desta forma se conseguirá criar um plano ajustado e dinâmico, de forma que possa ir sendo alinhado em função das necessidades.



Solucionadores de problemas

Artur Ferraz deu como exemplo a realidade de uma empresa, na qual as maiores necessidades detetadas diziam respeito às chefias intermédias, sem experiência de liderança. Uma situação que, frisou, acontece em muitas empresas e que tem como resultado, muitas vezes, a incapacidade das equipas desenvolverem trabalho colaborativo.


O que acontece com frequência nestes casos, reforçou, é que as práticas estão orientadas para a execução das tarefas e não para os resultados, havendo ainda a particularidade da empresa – como muitas – ter a sua estrutura definida em função da personalidade individual de quem ocupa o cargo de chefia e não, como deveria, em função da própria empresa.


A resposta a este caso, contou, foi a criação de um miniprograma de formação, que permitiu deixar claro o que fazer para alcançar o objetivo da mudança. Nesse sentido, um dos aspetos a desenvolver é a clarificação dos papéis, responsabilidades e metas de cada um e da própria equipa. Para além deste, é necessário treinar a equipa, utilizando uma linguagem comum que lhe permita ser coesa e caminhar na mesma direção. E, por último, é preciso também que sejam criadas rotinas de trabalho, diárias e comuns.


Um aspeto fundamental em todo este processo é a necessidade de haver um acompanhamento permanente para que o foco se mantenha nos resultados. A formação deve incidir no desenvolvimento de competências de pensamento crítico, de diálogo e influência, de forma que as pessoas se assumam como “solucionadores dos problemas”.


Mais de duas dezenas de profissionais do sector participaram, online, nesta sessão do programa “Talentum”. A próxima terá lugar no mês de maio.

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