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Guia aponta orientações ao sector para a Indústria 4.0

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‘Rumo à Indústria 4.0: Guia para a Indústria de Moldes’ foi o tema do segundo de um conjunto de três webinares, organizados pela CEFAMOL e dedicados à apresentação de estudos direcionados ao sector, promovidos no âmbito do projeto “TECH-i9”.


Na sessão que decorreu no dia 15 de junho, foram apresentadas as linhas mestras de uma publicação, que será colocada ao serviço das empresas, contendo um conjunto de orientações para apoiar a integração da Indústria 4.0 no dia-a-dia das organizações.


Coube a Cecília Vicente, Diogo Maurício, Sandra Carreira, Rui Soares e Ricardo Freitas, do CENTIMFE, fazerem a apresentação deste guia, perante uma plateia virtual, composta por cerca de sete dezenas de profissionais da indústria.


Cecília Vicente começou por explicar que o documento foi produzido procurando ir ao encontro do que é hoje a realidade do sector. Nesse sentido, foi realizado um diagnóstico, envolvendo um conjunto de 13 empresas de diferentes dimensões, das regiões da Marinha Grande e Oliveira de Azeméis. A indústria automóvel representa, para estas, mais de 73% da sua produção. Em relação às tecnologias no âmbito da Indústria 4.0, 69% das empresas referiram ter conhecimento de alguns conceitos, enquanto 31% afirmaram conhecer e ter um plano para implementar medidas em toda a empresa. Numa vertente mais prática, 54% das empresas consideram tê-las implementadas, enquanto 62% manifestaram ter ações em curso nesse sentido. E fazem-no, na sua maioria (69%) por procurarem ser diferenciadoras. No geral, o nível de implementação das tecnologias pelo conjunto de empresas situa-se numa fase intermédia, conclui o estudo.


Chamou-se ainda a atenção para o facto de, na larga maioria, se notar a falta de interligação entre os sistemas, apontando quatro pilares para a digitalização: organização, tecnologias, processos e pessoas.


Advertiu para “a importância de os processos serem standardizados”, bem como da “eliminação de todas as atividades que não geram valor e cuja remoção contribui para a sustentabilidade”, enfatizando que “a tecnologia sem Pessoas não consegue promover a transformação digital”. Deixou também como conselho uma das conclusões plasmada no guia: “antes de investir é preciso pensar quais as tecnologias que devem ser adotadas”.


Já Sandra Carreira, referiu que o objetivo do estudo apresentado é que “seja um espelho e que a indústria se reveja nele”. Explicou, depois, que o mesmo está dividido por áreas (comercial, projeto, …) de forma a facilitar a consulta. No seu entender, advertiu, este caminho rumo à Indústria 4.0 só será possível com “uma estratégia”, que inclua “pensar as pessoas”, “fazer um planeamento” e “promover uma interação entre as várias áreas”. Todas estas questões, sublinhou, estão contempladas no guia que se espera que “venha a contribuir para apoiar na estratégia de cada organização”.



Evolução tecnológica

Rui Soares falou de uma vertente mais prática, centrando-se nas tecnologias e desenvolvendo, a título de exemplo, o tema da realidade aumentada. Defendeu que esta tem diversas aplicações na vida quotidiana e pode fazer parte, também, do dia-a-dia das empresas. Apontou como alguns exemplos o desenvolvimento de produto, a manutenção assistida ou assistência remota. “A indústria vai ter de evoluir neste sentido”, defendeu.


Mantendo a tónica da vertente mais prática, Diogo Maurício falou de automação e robótica. Dando como exemplo as células de produção flexível, chamou a atenção para o facto de a intervenção humana ser “quase nula” nas ações como a troca automatizada de paletes, o que, sublinhou, dá mais fiabilidade ao processo. As pessoas, frisou, são importantes noutras funções, apontando como exemplo os operadores qualificados. Só com eles, considerou, será possível retirar o rendimento das máquinas e resolver as dificuldades de conexão entre equipamentos.


Deu ainda como exemplos os armazéns de ferramentas, cuja aplicação, defendeu, permite reduzir custos, e a visão artificial que possibilita um controlo dimensional das peças, melhorando o rastreio de defeitos.


Ricardo Freitas centrou a sua intervenção na aplicabilidade das tecnologias. Falou do sistema MES (manufacturing execution system) e dos módulos de produção que permitem decidir as tecnologias que as empresas necessitam de integrar. A adoção deste sistema, considerou, permite reduzir custos com tarefas sem valor acrescentado, reduzir desperdícios e a incerteza nos processos. Possibilita também a produção contínua, tempos de resposta mais rápidos e melhor qualidade e segurança. É, no seu entender, a forma de “preparar o futuro”, desenvolvendo o modelo de negócio sustentado em dados e informação e criando as fundações tecnológicas para construir uma fábrica inteligente.


Antes de concluir deixou algumas chamadas de atenção. No âmbito tecnológico, a necessidade de estabilizar os processos e medi-los com regularidade; e, em relação aos recursos humanos, a importância de apostar na formação das pessoas, de forma a consolidar o trabalho de equipa e avançar para novos processos. “Estamos a fazer uma mudança de paradigma”, enfatizou.


O terceiro deste conjunto de estudos “TECH-i9”, tendo como tema ‘Roadmap de Competências para a Indústria’, será apresentado no dia 22 de junho, a partir das 14h00.





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