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Seminário apresenta oportunidades no Leste da Europa e Golfo Pérsico

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“Golfo Pérsico e Europa de Leste: Oportunidades de Mercado e Internacionalização” foi o tema de um seminário que, organizado pela CEFAMOL decorreu no dia 20 de dezembro, na incubadora OPEN, na Marinha Grande. O evento, que se destinou prioritariamente a empresários e quadros dirigentes da Indústria de Moldes e Ferramentas Especiais, teve como ponto principal a apresentação de dois estudos, produzidos pela Associação, para os mercados da Europa de Leste (Roménia e Bulgária) e do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar).



Manuel Oliveira, Secretário-geral da CEFAMOL, explicou que a elaboração dos estudos se insere na estratégia de diversificação de mercados levada a cabo pela Associação e cuja finalidade é, dando a conhecer as suas potencialidades, permitir às empresas do sector "encontrar novas oportunidades de negócios".


"Há uma natural tendência para o que são os mercados tradicionais, como a Espanha ou a Alemanha, mas há que olhar para o mundo e procurar novas oportunidades", defendeu, frisando que, com esse objetivo em mente, a CEFAMOL "tem trabalhado em várias ações, desde o conhecimento do 'terreno', através das missões ou feiras, até à elaboração de estudos e análises que permitam conhecer melhor outras regiões".


Coube a José Camacho, do Business Innovation & Industrial Dynamics (BIID) fazer a apresentação dos estudos. Como introdução, o responsável salientou que se trata de mercados com características muito diferentes. "O mercado do Golfo Pérsico é um mercado de futuro, onde a componente principal é estar presente para poder antecipar o futuro", afirmou. Já nos mercados do Leste da Europa, considera que a componente principal, uma vez que há já empresas portuguesas a trabalhar essa região, "é alargar a nossa intervenção, ou seja, criar pontes para as indústrias presentes, tendo em atenção as cadeias de valor em que estas estão envolvidas".


Os estudos referem que, quer num, quer noutro mercado, há vantagens a considerar. "O que encontramos no Golfo Pérsico tem a ver com aspetos de intervenção política dos Estados, no sentido de criar uma diversificação importante no que é o seu negócio principal: o petróleo. As bases industriais estão a ser instaladas neste momento e a lógica é positiva, bem como os instrumentos que estão em curso", explica. No caso da Roménia e da Bulgária, salienta, "o que estamos a assistir é a expansão da integração desses dois países na União Europeia e nos seus sistemas industriais, logo o que é possível encontrar, do ponto de vista das empresas portuguesas, são instrumentos de natureza industrial ou setorial que são muito semelhantes aos que conhecemos no nosso país".


Mas nem tudo são vantagens e, por isso, aconselha José Camacho, é preciso alguma cautela na decisão de avançar. "O Golfo Pérsico é, do ponto de vista da distância psíquica (que tem em conta, para além da distância física, as diferenças culturais), um mercado que está mais longe de nós e a nossa abordagem tem de ser mais cautelosa", considera, referindo que no que diz respeito à Roménia e à Bulgária "são mercados que já conhecemos, onde as regras são relativamente semelhantes e a abordagem é muito mais fácil e mais franca".



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