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Sector refletiu sobre capitalização das empresas e desafios da indústria automóvel

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‘Financiamento, Restruturação e Capitalização de Empresas’ e ‘Indústria Automóvel: Perspetivas e Desafios’ foram os dois temas em destaque no Encontro da Indústria de Moldes que, no dia 22 de abril, reuniu mais de oito dezenas de profissionais do sector em Oliveira de Azeméis.


Na ação, organizada pela CEFAMOL e integrada no âmbito da preparação do XI Congresso da Indústria de Moldes, a realizar em novembro de 2022, João Faustino, Presidente da Associação, considerou que um dos grandes desafios que o sector tem pela frente é “a lenta retoma” da economia, na sequência da indefinição do modelo de mobilidade da indústria automóvel, agravada pela pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, pelo impacto da guerra na Ucrânia.


“É preciso identificar linhas orientadoras e estratégias para o setor, estimulando novas áreas de negócio”, defendeu, salientando a necessidade de se consolidar uma “aposta numa abordagem diferenciadora”.




No primeiro painel, moderado por José Carlos Gomes, da GLN, Tiago Simões Almeida (Banco Português de Fomento) e Ricardo André Reis (Deloitte) abordaram a temática do financiamento e capitalização das empresas. Dando nota de algumas das linhas de apoio às empresas, Tiago Simões Almeida considerou fundamental “apoiar as empresas que sejam viáveis”, de forma a melhorar a sua capacidade e permitir-lhes avançar com os seus projetos. Muitas das organizações, lembrou, estão a sentir dificuldades devido “à situação de exceção” causada pelos efeitos da pandemia nas cadeias de fornecimento e, mais recentemente, devido à guerra.


Já Ricardo Reis elencou algumas soluções de financiamento, como os fundos de reestruturação, aconselhando os empresários a agir com celeridade antes que a situação nas empresas se torne mais complexa. “Muitas vezes, as empresas sentem dificuldade em admitir que estão com problemas e arrastam uma situação que poderia ser resolvida se tratada atempadamente”, considerou, acentuando que os empresários devem estar “concentrados em gerir os seus negócios e apostar em organismos independentes que os ajudem a solucionar as dificuldades das suas empresas”.





Retoma do automóvel
Tendo como tema central a indústria automóvel, o segundo painel foi recheado de ideias e troca de opiniões. José Couto, da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), Joaquim Duarte Oliveira (Deloitte), Jaime Sá (Grupo Simoldes) e Gonçalo Tomé (Grupo CIE-Plasfil) foram unânimes em considerar que o sector automóvel está a retomar a atividade, estando previstos lançamentos de novos modelos, a maioria sustentados na mobilidade elétrica.


José Couto destacou ser imperioso que seja dada resposta a uma das grandes preocupações das empresas que é “a capitalização e financiamento”, de forma a “aumentar a velocidade de execução e a capacidade de resposta”. Salientou ainda que questões como os problemas relacionados com a escassez e o preço das matérias-primas estão a deixar algumas empresas com dificuldades de manter a atividade produtiva estável.
Joaquim Oliveira deu conta dos resultados de um estudo, segundo qual e entre outras conclusões, os planos de transição energética (dos modelos automóveis) vão ter um impacto enorme na indústria. E salientou a importância que terão, no futuro dos modelos de negócio, questões como a transformação digital.


Jaime Sá defendeu a necessidade de as empresas começarem o mais rapidamente possível a preparar-se para novos desafios: “A digitalização e integração são fundamentais para que as empresas continuem a competir. É preciso fazer cada vez mais rápido, reduzir a complexidade e apostar na standardização, ter em conta a sustentabilidade e proteção ambiental e garantir a segurança da cadeia de fornecimento”. Neste sentido, lembrou, entre outros aspetos, a necessidade que as organizações têm de conseguir atrair e reter pessoas “com talento e conhecimento adequados à nova realidade”.


Gonçalo Tomé falou das perspetivas da indústria automóvel, advertindo para a necessidade de as empresas “se adaptarem à mudança” que chega, cada vez mais, de forma mais veloz. Por outro lado, salientou, para haver automóveis é preciso haver clientes, o que significa que a situação geopolítica mundial vai continuar a influenciar a indústria. Por isso, lembrou a importância de questões como o emprego, as alterações climáticas e até o surgimento de novos players mundiais na indústria automóvel.




Este foi o segundo encontro realizado pela CEFAMOL no âmbito da preparação do Congresso da Indústria de Moldes. O objetivo destas ações é promover a partilha e troca de ideias e experiência, no sentido de incrementar a reflexão sobre várias questões que preocupam as empresas.


Em novembro, o Congresso pretende assumir-se como a ‘reflexão magna’, procurando elencar algumas soluções para os que são os principais desafios da indústria de moldes.

Agenda

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