Esta plataforma utiliza cookies de terceiros para melhorar a experiência do utilizador e os serviços que prestamos. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita a sua utilização.

Dar prioridade às pessoas confere maior eficiência às empresas

Voltar à listagem

O papel da Gestão de Pessoas na indústria será tanto maior quanto a mudança que as empresas têm de fazer tendo como meta a eficiência. Olhar para as pessoas e valorizá-las é um processo de transformação que a indústria de moldes e plásticos tem em marcha. No entanto, as empresas têm, nesta questão, ritmos diferentes.


Esta foi uma das principais conclusões de mais uma sessão do Programa Talentum que, subordinado ao tema ‘Qual o papel da gestão de pessoas na indústria de moldes e plásticos’, decorreu no dia 17 de abril.


Patrícia Baptista (docente na Católica Lisbon School of Business and Economics) e Artur Ferraz (consultor na área de Gestão de Pessoas) foram os oradores convidados do webinar que contou, na assistência ‘virtual’, com cerca de quatro dezenas de profissionais da indústria.


Artur Ferraz usou uma analogia com a Fórmula 1 para explicar o desafio da eficiência que se coloca às organizações. Quanto mais organizadas e focadas as equipas, salientou, mais eficiente a sua ação. E foi através de um filme que ilustrou esta afirmação, mostrando os poucos segundos que demora, atualmente, a mudança dos pneus no decorrer de uma prova de automobilismo. “Cada segundo perdido pode pôr em risco o resultado final e, por isso, é imperioso trabalhar a coesão das equipas. Não há lugar para ‘estrelas’ ou ‘prima-donas’ numa equipa”, advertiu. E isto é, no seu entender, uma das metas que as empresas têm pela frente: a eficiência. Esta está indelevelmente ligada às pessoas que, por isso, devem ser uma aposta constante das chefias.


A indústria tem desafios para enfrentar nesta matéria: a competição com outros sectores na atração de recursos humanos; as alterações macroeconómicas e políticas num mundo em constante mutação; e o processo de sucessão que marca uma mudança na forma de gerir e trabalhar. Para ultrapassar estes obstáculos são precisas pessoas e organizações que consigam adaptar-se rapidamente às mudanças, criar nova mentalidade de trabalho tendo a aprendizagem constante como prioridade, permitindo que as pessoas possam desenvolver capacidades de pensamento crítico e, com isso, gerar valor.


É necessário impulsionar mudanças que assentem numa estrutura onde o desenvolvimento de pessoas seja valorizado e nas quais se aposte em ações de atração de pessoas. Tudo isto, no seu entender, se resume a uma questão: mudança de paradigma. E esta tem de ter presente o papel das pessoas. As empresas têm de colocar os seus recursos humanos no centro das prioridades e, enfatizou, “reconhecer e valorizar”.



Autonomia

Patrícia Baptista destacou a importância da formação contínua. “É fundamental”, considerou, sublinhando que, nesta questão, as empresas têm de centrar o seu foco em “competências que vão ser necessárias no futuro”.


E estas, lembrou, são menos técnicas e mais centradas noutras características como o pensamento crítico, capacidade de decisão e liderança ou empatia. Por isso, acentuou, “é tão importante permitir o erro e a experimentação”. É que, no seu entender, “é dessa forma que as pessoas crescem e acrescentam valor”.


Referindo-se especificamente aos sectores de moldes e plásticos, afirmou que se trata de uma indústria que é reconhecida a nível mundial “pelo seu desenvolvimento tecnológico”. No entanto, questionou: “será que também é assim a nível das suas pessoas”?


Salientou que este deve ser o primeiro ponto que as empresas devem ter em consideração, uma vez que, lembrou, “é sempre possível apostar em máquinas e tecnologias, mas são as melhores pessoas que fazem a diferença nas organizações”. E defendeu que, numa empresa, a mistura entre jovens quadros e técnicos mais experientes é fundamental porque uns aprendem com os outros. E esta diversidade é uma enorme mais-valia para as organizações.


Para Artur Ferraz, trata-se de um processo e um caminho e, por isso, é preciso ter “fases de desenvolvimento na forma como as empresas vão integrando e reconhecendo as suas pessoas”.


O primeiro passo é fundamental: o ‘mindset’ da organização que tem de estar voltado para o desenvolvimento das equipas e a sua autonomia.


A gestão de pessoas, considerou, ainda tem pouca autonomia e é muito dedicada a funções mais burocráticas, de natureza legal. Ou seja: “as empresas pagam à sua gestão de pessoas para trabalhar para o Estado, em questões processuais, e esta fica sem tempo para cumprir a sua missão que é tratar as pessoas”. Exemplificou, lembrando que poucas são as equipas de gestão de pessoas que têm um orçamento para gerir e o objetivo de apresentar resultados no final.


Patrícia Baptista salientou que com esta autonomia tem de vir, necessariamente, maior responsabilidade. “As empresas têm de saber explicar porque fazem o que fazem para além do objetivo do lucro”, considerou, enfatizando que, neste momento, nas entrevistas de emprego, “temos já muitas pessoas a questionar o que pode a empresa fazer pela sua carreira”. Por isso, as organizações têm de preparar-se para esta mudança, colocando o foco onde ele deve estar: nas pessoas.


Criado pela CEFAMOL, o Programa Talentum procura, desde 2019, sensibilizar e apoiar as empresas nas áreas de Gestão de Pessoas e Inovação Organizacional. Para além dos webinares, contempla ações de formação e outras intervenções diretas nas empresas, com o objetivo de apoiar, de forma eficaz, a mudança que as empresas necessitam para crescer.

Agenda

array ( 'type' => 8, 'message' => 'Use of undefined constant id - assumed \'id\'', 'file' => '/home/cefamol/public_html/datafuncs.php', 'line' => 1423, )