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Empresas têm de ajudar as pessoas a aprender e partilhar conhecimento

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“Aprender a aprender é fundamental”, por causa do ritmo a que se verifica a mudança, seja esta tecnológica, social ou cultural. Por isso, as empresas têm de fazer desta questão uma aposta, de forma a juntar as várias gerações e ensiná-las a partilhar, entre si, o conhecimento que detêm.


O alerta foi deixado por Vasco Rosa Pires, da VR2P – Consultoria Estratégica, no decorrer da sessão ‘Manutenção e Transferência de Conhecimento nas Empresas’ que, organizada pela CEFAMOL, teve lugar no dia 22 de setembro, no Centro Empresarial da Marinha Grande.


A ação, que se insere na preparação do XI Congresso da Indústria de Moldes, contou com a presença de cerca de três dezenas de profissionais da indústria.




Admitindo que a transferência de conhecimento dentro das organizações é uma questão complexa, Vasco Rosa Pires considerou que para que venha a ser uma prática mais natural, é fundamental que os líderes a valorizem. “Se a liderança não tiver um papel interventivo, não se consegue fazer nada”, salientou.


Para o orador convidado, é preciso começar por entender as diferentes perceções do que é ensinar e aprender. Explicou que a nível do ensino, se passou de uma forma estática, por patamares de conhecimento, para um ensino dinâmico, que é transversal e abrangente. “As pessoas não se limitam a aprender a executar uma tarefa, como antes”, afirmou, adiantando que, hoje, “deixamos de ter mestres e aprendizes”. As pessoas têm de estar constantemente a aprender porque tudo está em mudança e a evoluir muito rapidamente.


No seu entender, as empresas têm de conseguir explicar estes conceitos internamente, aos seus colaboradores, sobretudo às de maior idade, para que percebam que “ensinar é uma troca de ideias”. Ou seja, os mais jovens aprendem com os mais antigos, mas os menos jovens também aprendem com a geração mais nova. E aprender é fundamental, sob pena de se ficar ultrapassado. Por isso, é imperioso apostar na aprendizagem constante e ao longo da vida.


O problema, sublinhou, é que, “uma vez que nem todos os colaboradores interiorizam isto, as empresas não conseguem colocar em prática este processo”. O primeiro passo, disse, é “aprender a aprender”, lidando com as diferenças que as pessoas sentem na forma como apreendem as coisas. Se os mais antigos tinham de consolidar conhecimento antes de passar para o patamar seguinte, os jovens que hoje chegam à indústria têm pressa de caminhar patamares, mas sem consolidar conhecimento. Assim, o trabalho tem de ser desenvolvido junto das várias gerações, de forma que aceitem aprender e concordem em ensinar.


É, na sua opinião, uma questão de postura geracional. E cabe aos líderes das empresas incutir este espírito de partilha de conhecimento nas pessoas da organização.



Aprender com quem chega

Para Vasco Rosa Pires, esta é a forma de enfrentar os problemas que se colocam hoje, que são complexos e carecem de uma resposta concertada entre várias áreas de conhecimento. Ou seja, a sua resolução passa pela união do conhecimento de várias pessoas.


Neste aspeto, cabe ao líder da organização fazer a interligação das várias ideias. “A mudança passa por juntar novo conhecimento ao ‘know-how’ antigo e manter toda a gente motivada”, enfatizou. Defendeu ainda que, projetando esta questão para o futuro, as empresas vão passar a olhar para as pessoas que acabam de contratar como uma enorme mais-valia no que toca a conhecimento. “O futuro não passa por termos alguém que sabe resolver tudo, mas por quem está a chegar e traz consigo o espectro de conhecimento necessário para resolver os problemas”, explicou, frisando que este conceito “é um fenómeno novo, mas tem de começar a ser trabalhado pelas empresas”.




Considera que as organizações têm de pensar na forma de cativar os jovens talentos e, por isso, têm de ser atrativas no mercado. Para além disso, considerou, os jovens “vêm com uma diferente perspetiva de tempo: têm de estar constantemente a ser desafiados, senão vão-se embora rapidamente”.


E, lembrou, a escassez de mão-obra é um fenómeno que se sente de forma transversal em praticamente todas as áreas produtivas. Em alguns casos, isto faz com que as empresas tenham de, por vezes, recorrer a mão-de-obra estrangeira. Advertiu que se as empresas não fizerem o cruzamento de culturas e não trabalharem esta integração, correm o risco de passar a ter grupos fechados que pouco contactam uns com os outros.


Neste contexto, aconselhou a que as ações de formação que venham a ser realizadas, foquem estas questões, de forma que as pessoas percebam que “têm de aprender para evoluir”. Uma outra questão que considerou ser importante é a forma de lidar com o fracasso. “Por tradição, em Portugal castiga-se pelo erro cometido, quando noutras culturas o erro é visto como forma de evolução”, explicou, considerando que “é preciso saber aprender com o erro e aceitar que as pessoas falhem até fazerem bem”.


A sessão foi bastante dinâmica, com os participantes a colocarem algumas questões e a partilharem experiências relacionadas com a integração das várias gerações nas empresas.

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