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Eficácia da liderança é chave para o sucesso da gestão de pessoas

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Com 2022 a findar e a prioridade das empresas já centrada no novo ano, o Programa Talentum dedicou a última ação do ano, no dia 13 de dezembro, ao tema ‘Desafios para a Gestão de Pessoas em 2023’. A sessão decorreu online, com a presença ‘virtual’ de três dezenas de profissionais do sector, sendo o orador convidado Artur Ferraz da IBC – entidade parceira da CEFAMOL nesta iniciativa.


Numa sessão muito dinâmica, com a partilha de opiniões e questões entre o moderador e a assistência, o orador começou por apresentar os resultados do estudo da consultora Gartner - resultante de um inquérito realizado a mais de 800 líderes de Recursos Humanos de 60 países -, para identificar prioridades e desafios para 2023. A eficácia na liderança foi a questão mais referenciada como sendo a prioritária. Na lista das prioridades constava ainda o design organizacional e gestão da mudança, a experiência do colaborador (employee experience), o recrutamento e o futuro do trabalho.


Os resultados deste estudo serviram de base para os temas dominantes da sessão. A eficácia das lideranças foi considerada um dos temas mais sensíveis, mas também a chave para o sucesso no que diz respeito à gestão de pessoas. Tais lideranças debatem-se atualmente com algumas questões preocupantes que se estenderão por 2023, como a inflação crescente, a escassez de talentos no mercado e os seus custos e ainda a volatilidade e as restrições nas cadeias de fornecimento. Ou seja, tudo aponta para que 2023 amplie o clima de incerteza que caracterizou uma boa parte do ano de 2022.


Todo este clima tem, na opinião de Artur Ferraz, dado azo à propagação do discurso do medo, sendo fundamental nas organizações que se consiga esbater o mesmo para que as pessoas se sintam mais motivadas e otimistas. Para isso, é preciso adotar uma nova abordagem centrada numa liderança humanizada, que seja mais autêntica, empática e adaptável.


É necessário que se observe com atenção este tema, sob pena de continuar a ver grandes empresas nacionais e estrangeiras a recrutarem os talentos portugueses, conseguindo oferecer condições que, dificilmente as PME conseguem igualar. “Se não conseguimos dar valor monetário, temos de valorizar as pessoas de outra forma”, advertiu, salientando que “cada vez mais, as pessoas vão fugir de locais de trabalho desagradáveis, por isso, é fulcral criar ambientes onde se sintam bem”.


Questões como a flexibilidade são, neste contexto, muito importantes. Por outro lado, é fundamental também que as organizações criem estratégias de mudança para que as suas pessoas se sintam mais integradas e colaborativas.



Escassez de pessoas

Nas empresas que não têm criada uma estrutura de gestão de pessoas, este processo será mais difícil de implementar. É que, para que seja eficaz, precisa de tempo para ser implementado. “O processo de mudança é contínuo e longo, e nada deve ser feito sem uma orientação clara sobre o que são as prioridades da empresa”.


Exemplificando com o recrutamento, que considerou um dos pontos mais críticos na gestão de pessoas, foi salientado que as empresas não podem esperar que um recém-chegado esteja apto para dar uma resposta eficaz num mês. Também nesta questão, é preciso uma estratégia que tem de ser definida e trabalhada.


Hoje, “as pessoas não se candidatam a empregos; na maior parte dos casos, têm de ser as empresas a procurar”. E, com a escassez de mão-de-obra, esta procura pode ser complicada, se não houver uma estratégia, se não forem criadas oportunidades internamente ou se não se criarem processos focados na valorização e retenção das pessoas nas organizações.


Só desta forma as empresas conseguirão atrair e manter as pessoas com as competências necessárias no futuro, que se prendem com a criatividade, a proatividade ou o pensamento crítico.


O trabalho no futuro vai ser muito diferente e essa mudança já está em curso, tendo as empresas de dar passos para a acompanhar. “Temos de conseguir olhar para o nosso negócio do lado de fora, de forma a conseguir definir rumos e metas que nos permitam ser mais eficientes. E isso só se consegue com as pessoas certas”.

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