Esta plataforma utiliza cookies de terceiros para melhorar a experiência do utilizador e os serviços que prestamos. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita a sua utilização.

Seminário debateu impacto da impressão 3D na indústria

Voltar à listagem

  


"O impacto da impressão 3D na indústria" foi o tema de um ciclo de dois seminários, que decorreu dias 17 e 18 de abril, respetivamente em Oliveira de Azeméis e na Marinha Grande. Organizado conjuntamente pelas empresas Stratasys e CODI com o apoio da CEFAMOL, o evento procurou identificar oportunidades de melhoria de competitividade com a introdução do fabrico aditivo.


Laura Mariano, diretora comercial da CODI, considera que "esta não é uma tecnologia do futuro: é do presente e até já está no chão de fábrica". Apesar disso, explicou, há ainda muitas empresas que receiam avançar para estas tecnologias. "Nota-se uma resistência grande à mudança", defende.


"Há esse receio, no entanto notamos, desde há dois anos, que os empresários estão mais preocupados em perceber melhor o 3D porque compreenderam que, com a utilização desta tecnologia, o tempo de resposta do mercado é muito mais rápido e quando notam que, ao lado, o vizinho já adotou a tecnologia e tem a resposta, e eles não, começam a querer dar passos para mudar". Mas, considera que, nesta questão, as empresas andam a velocidades distintas: "algumas estão a começar a dar os primeiros passos; outras já têm um ponto de 'high tech' muito grande".


No caso concreto da indústria de moldes, Laura Mariano considera que há vantagens enormes na introdução do fabrico aditivo. "Um fabricante de moldes demora, para fazer um molde, entre seis a oito semanas e, dito pela indústria, 80% das vezes não está bem à primeira. Conclusão: tem de retificar o molde e são mais duas ou três semanas. Se usar a tecnologia 3D consegue ter, em poucas horas, um molde para testar a peça e, com isso, eliminar o erro", explica.


Maria Lahuerta, Elena Terraz e Guelay Bozoklu, da empresa Stratasys apresentaram exemplos disso mesmo, concluindo que o fabrico aditivo permite "reduzir custos e tempo, aumentando a segurança e a qualidade". Maria Lahuerta sublinhou que há ainda um longo caminho pela frente, uma vez que 76% da indústria ainda não deu qualquer passo e somente 4% das empresas já incorpora o fabrico aditivo.


Uma delas é a Bosch. Pedro Semblano, da fábrica localizada em Aveiro, partilhou com os presentes a sua experiência, classificando a utilização desta tecnologia como "muito positiva, sobretudo pelos ganhos de tempo que proporciona". Em 2009, a Bosch de Aveiro adquiriu a primeira máquina de impressão 3D e, desde o ano passado, tem uma outra. E, no seu entender, há um conjunto de benefícios: "para além do tempo, e entre outros, há redução do erro, o custo é menor, permite fazer peças impossíveis em CNC e a propriedade intelectual (do que desenvolvemos) fica em casa".


O tema atraiu muitos profissionais do sector. Foram várias as empresas presentes nestes seminários tendo, no final, colocado várias questões em relação, dinamizando um debate sobre possíveis aplicações práticas destas tecnologias no dia-a-dia da indústria de moldes.

Agenda