Esta plataforma utiliza cookies de terceiros para melhorar a experiência do utilizador e os serviços que prestamos. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita a sua utilização.

Programa Talentum refletiu de forma alargada sobre ligação das equipas

Voltar à listagem

Uma sessão bastante informal, que juntou os participantes num círculo para uma interessante partilha de opiniões e experiências entre todos, acerca do tema central 'Ligar equipas de produção, competências e ferramentas'. Foi assim que, no dia 11 de março, decorreu mais um encontro inserido no programa “Talentum” que, organizado pela CEFAMOL, se dedica à temática do papel das Pessoas nas organizações.


A sessão contou com dois dinamizadores: Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC) e Gonçalo Duarte, da Eugster/Frismag, que partilharam opiniões e deram exemplos relacionados com a gestão de equipas nas empresas.


Na sua intervenção, Gonçalo Duarte começou por alertar que, na indústria de moldes, a sua perceção é que "a gestão das pessoas está a ser um pouco descurada". E isso nota-se, no seu entender, na visível diferença entre o investimento (seja financeiro, seja a nível de importância) que é feito em máquinas e o que é dedicado à temática das pessoas. Por isso, defendeu ser necessária uma alteração de 'mindset', que permita valorizar e motivar mais os recursos humanos das empresas.


Um dos exemplos, sublinhou, é a formação que "deve ser direcionada e incidir em algo que faça efetivamente falta na organização e sirva para fazer evoluir as pessoas". Sugeriu ainda que os colaboradores mais antigos nas empresas passem a ser transmissores de conhecimento para os elementos mais jovens. Uma espécie de passagem de técnico executante a formador da nova geração. Desta forma, defendeu, consegue reter-se o conhecimento na organização e elevar-se a motivação das pessoas.


E 'motivação' foi uma das palavras que sobressaiu no momento de partilha de opiniões entre os oradores e os participantes (quase três dezenas de pessoas, oriundas de várias empresas do sector). De uma maneira geral, todos os responsáveis pelas respetivas áreas de recursos humanos procuram criar formas de motivar os colaboradores, sejam jovens recém-chegados, sejam elementos mais antigos.


Anuindo que a mudança é necessária no que toca à gestão das pessoas, Artur Ferraz considerou que para que tal aconteça é necessário "existir vontade de quem toma as decisões". Este é, no seu entender, o primeiro passo para a mudança e, sem ele, será difícil conseguir alterar as situações. Difícil, mas não impossível, reforçou. E, nesse sentido, considerou que um segundo passo é "conseguir mobilizar e agrupar as pessoas no sentido de fazer coisas positivas", tendo sempre presente a realidade da empresa, os seus objetivos e posicionamento.


Depois, prosseguiu, é preciso ir avaliando o processo, alterando o que for necessário, de forma a que possa ser implementada a mudança que faça a diferença necessária. E, lembrou, "é preciso ir sempre alimentando este caminho porque o processo de mudança tem de ser contínuo".


"A indústria tem de conseguir ver onde está e para onde vai, de forma a perceber quais são as competências que vai precisar no futuro. Sem isto, corre o risco de colocar em causa o seu futuro", advertiu ainda.

A próxima sessão do programa Talentum está agendada para o dia 15 do mês de abril. Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL explicou que neste seu segundo ano, esta iniciativa pretende constituir-se como "uma abordagem diferente, mais interativa e centrada na troca de experiências entre os participantes".

A finalizar, Artur Ferraz chamou ainda a atenção de todos para a principal característica do mundo atual: um mundo caracterizado pela volatilidade, pela incerteza, pela complexidade e ambiguidade (VUCA, em inglês). Como exemplo deu, precisamente, o período de incerteza que o mundo vive, neste momento, com a pandemia do coronavírus, que, todos os dias, provoca alterações e mudanças transversais a todas as áreas da humanidade.

Agenda