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Ministro da Economia anuncia novo Programa de Apoio à Indústria da Região Centro

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A CEFAMOL marcou presença na reunião com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, realizada dia 17 de fevereiro, nas instalações do CENTIMFE na Marinha Grande. O encontro, que reuniu o Governo, Autoridades Regionais e Associações Sectoriais, foi decisiva para delinear as bases do novo programa de apoio às empresas afetadas pela tempestade Kristin.


O novo instrumento, a dinamizar no âmbito do IFIC — Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, deverá ser lançado até ao final do mês de fevereiro, utilizando verbas remanescentes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Mais do que uma resposta imediata aos danos da tempestade Kristin, este programa constitui uma alavanca estratégica para acelerar a recuperação económica e reforçar a competitividade da indústria:


Dotação e Alavancagem: Com 150 milhões de euros de financiamento público, o IFIC pretende mobilizar um investimento total de 400 milhões de euros na região Centro.
Apoio a Fundo Perdido: A comparticipação do Governo situar-se-á entre 30% e 50% a fundo perdido, um valor crítico para permitir que as empresas recuperem a sua capacidade produtiva e reforcem a competitividade sem comprometer a sua estabilidade financeira.




Durante o encontro, Manuel Castro Almeida sublinhou que a prioridade é adequar os recursos às carências reais do território. Para garantir essa eficácia, as regras de elegibilidade foram definidas em diálogo direto com o tecido empresarial, permitindo ajustar o programa às necessidades específicas reportadas pelas empresas. O Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, reforçou esta visão, destacando que o IFIC é particularmente orientado para a indústria e está alinhado com as necessidades regionais e sectoriais.


A iniciativa foi recebida com otimismo pelos presentes. O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, classificou o programa como um sinal concreto de reconhecimento das dificuldades vividas pelas empresas, que enfrentam danos profundos e transversais a vários sectores. O autarca enfatizou que o apoio é vital para que as unidades fabris possam não só recuperar dos prejuízos imediatos, mas também investir na modernização e reforçar a sua competitividade.


A reunião permitiu ainda para que os representantes sectoriais expusessem problemas operacionais graves que persistem após o temporal. Entre as principais queixas destacou-se o custo elevado da utilização de geradores, uma consequência direta da falta de normalização da rede de média tensão, que continua a condicionar a atividade produtiva de várias empresas da região.






fonte: cm-mgrande.pt

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