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APOSTA NA AUTOMAÇÃO E ROBOTIZAÇÃO É GARANTE DE FUTURO PARA AS EMPRESAS
A aposta num processo mais automatizado é crucial para assegurar o futuro das empresas do sector de moldes. Esta foi uma das principais conclusões do debate ‘Automação e Robótica na Indústria de Moldes’ que, organizado pela CEFAMOL e integrado nas Molde Sessions, decorreu no dia 13 de outubro, no Centro Empresarial da Marinha Grande. Moderada por Carlos Neves, docente do Politécnico de Leiria, a sessão teve um painel de debate com a intervenção de Eduardo Veiga (GLN), João Vigário (MD GROUP) e Paulo Henriques (RIBERMOLD). O espaço de debate foi antecedido pela apresentação de tecnologias de apoio ao fabrico de moldes, tendo como oradores Paulo Ferreira (ISICOM) e Vítor Pires (DNC Técnica). A questão central, lançada pelo moderador, dizia respeito à possibilidade de, no futuro, as empresas de moldes passarem a encarnar o conceito da ‘fábrica de luzes apagadas, sem o elemento humano e apenas com as máquinas a fazer todo o trabalho’. No debate, Eduardo Veiga começou por defender que, face ao que se verifica no mercado atualmente - a escassez de mão-de-obra, as margens de venda de moldes esmagadas e a enorme concorrência com países, sobretudo de Leste, entre outros fatores -, a robotização “é um passo obrigatório para as empresas”. Caso contrário, no seu entendimento, “a indústria não cresce”. Mas considerou também que se trata de um caminho que só agora começa a ser percorrido pelas empresas e nem todas o fazem ao mesmo ritmo. Já João Vigário começou por dar conta de alguns números, ilustrando que no grupo MD, o processo de fabrico está bastante otimizado. Deixou, no entanto, uma advertência: “antes de avançar com a otimização, é necessário melhorar os nossos processos, eliminando desperdícios. Caso contrário, estamos a otimizar o desperdício quando o objetivo é ganhar eficiência”. Defendeu ainda que, na indústria de moldes, a otimização é um fator fundamental para a sobrevivência das empresas. Paulo Henriques partilhou a experiência da Ribermold, uma das primeiras empresas a apostar em células de produção. Considerou que o futuro passará por uma aposta generalizada nessas tecnologias, defendendo que, num primeiro momento, é preciso que as empresas avaliem os seus processos, recorrendo a métricas e dados reais que os softwares permitem fazer. Já há passos dados, enfatizou, defendendo ser necessário ter em conta a integração das várias tecnologias à medida que o processo de otimização vai avançando. Ou seja, a importância da comunicação entre os diversos sistemas dentro de uma empresa. João Vigário anuiu que se trata de um passo importante, contando ter sentido essa dificuldade de integração entre as máquinas mais antigas e as tecnologias mais recentes. Para Eduardo Veiga, esse é, até, “o maior desafio” que se coloca: a integração total dos sistemas, de forma que possam ser retirados dados que facilitem a gestão e, com isso, se rentabilize a produção. Importância das pessoas Paulo Henriques deu o mote e todo o painel concordou que neste processo de otimização, é fundamental o papel das pessoas. “É muito importante que as empresas comecem a apostar em pessoas com novos conhecimentos e qualificações”, afirmou Paulo Henriques, lembrando que os recursos humanos que exercem atividades que vão, no futuro, passar a ser asseguradas por máquinas, terão de passar por processos de reaprendizagem de novas tarefas. Eduardo Veiga defendeu que “o conhecimento das pessoas, em todo o processo e no chão de fábrica, é uma mais-valia que as empresas têm de conseguir reter”. É que, sublinhou, “vamos precisar sempre das pessoas porque os robôs vão fazer aquilo que elas decidirem”. João Vigário concordou, mas adiantou considerar muito importante também o papel dos fornecedores de soluções. “Devemos apostar em parceiros que, no imediato, nos ajudem a resolver os problemas”, explicou. E soluções foi, precisamente, aquilo que duas empresas fornecedoras da indústria de molde levaram a esta sessão. Paulo Ferreira (ISICOM) apresentou alguns casos práticos de automação nas empresas e deu a conhecer, com algum detalhe, a solução ‘Solid SetCell’ que a empresa disponibiliza ao mercado, enumerando algumas das suas principais vantagens, como o planeamento, controlo da máquina em tempo real ou integração de processos. As vantagens, assegurou, são muitas e passam, por exemplo, pela eliminação do erro, o controlo da produção em tempo real, a simplificação do processo produtivo e o incremento do número de horas de funcionamento das máquinas. Já Vítor Pires (DNC Técnica) defendeu a importância da rentabilização da produção, considerando que esse é, até, o maior desafio que se coloca às empresas. Apresentou uma das soluções da sua empresa, um software (iDNC) que permite criar um link entre todos os softwares e, com isso, permitir uma comunicação total no processo produtivo. A sessão, que contou com a presença de algumas dezenas de profissionais do sector, foi muito dinâmica, com a plateia a colocar questões e a trocar opiniões com os oradores.
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