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DIGITALIZAÇÃO E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO SÃO ESSENCIAIS PARA O FUTURO DO SECTOR

Os temas da automação e da criação de valor, sobretudo a necessidade de pensar novos modelos de negócio, estiveram em debate em mais uma sessão do Fórum TECH-i9 que, organizado pela CEFAMOL, decorreu no dia 7 de novembro, no Business Center de Oliveira de Azeméis. Os oradores convidados defenderam estas temáticas como essenciais para assegurar a competitividade da indústria de moldes.


Com mais de meia centena de profissionais presentes, o evento incluiu dois painéis que sublinharam como a transformação digital e uma abordagem focada em valor são essenciais para enfrentar as complexidades do mercado atual.

António Gomes, docente na Escola Superior Aveiro Norte (ESAN), iniciou o painel sobre automação sublinhando a importância da transformação digital para modernizar as empresas e prepará-las para a Indústria 4.0 e 5.0. No seu entender, a digitalização permite que as empresas aumentem a eficiência, reduzam custos e criem uma comunicação fluida entre todos os níveis da produção, incluindo o uso de Internet das Coisas, Big Data e cibersegurança para suportar operações mais seguras e ágeis.


O docente afirmou que “a chave é alinhar a digitalização com os processos empresariais” e promover uma integração que possa responder de forma ágil e personalizada às exigências do cliente, especialmente no contexto da ‘customização em massa’.


Já Pedro Bernardo, da TEBIS, apontou que, embora muitas empresas ainda demonstrem resistência à digitalização (sobretudo por receios quanto ao impacto nos empregos), a automação pode facilitar as tarefas e aumentar o foco dos colaboradores em áreas estratégicas que exigem criatividade. Por seu turno, Jorge Cardoso, da SF Moldes, alertou para a necessidade de equilibrar o investimento em tecnologia com a comunicação interna, garantindo que a mudança inclua os trabalhadores e melhore a gestão do conhecimento na empresa.

PENSAR ESTRATÉGIAS

No painel "Criar Valor, Vender Melhor", Cláudia Rocha, da PwC, enfatizou que a criação de valor depende de uma visão estratégica alinhada com as mudanças globais. Acredita que a instabilidade geopolítica, as alterações climáticas e a transição energética são fatores que afetam profundamente o mercado. Por isso, frisou, as empresas precisam de repensar os seus modelos de negócio para se tornarem mais resilientes e competitivas num mercado em rápida transformação. Como exemplo, citou um estudo, segundo o qual 45 % dos CEO já consideram mudanças na estratégia de negócio essenciais para garantir a competitividade e, em alguns casos, a sobrevivência das suas empresas.


Gonçalo Caetano, do Grupo Simoldes, trouxe a perspetiva da indústria de moldes, argumentando que a crescente concorrência de preços baixos desafia as empresas portuguesas a equilibrar valores acessíveis com salários justos, salientando que as empresas “até estão a ter trabalho, mas nem sempre estão a ganhar dinheiro”.


Observou ainda que, após as recentes mudanças políticas e económicas globais, o nearshoring pode ser uma oportunidade para a indústria automóvel europeia, mas destacou que as empresas devem adaptar-se rapidamente às novas realidades e explorar o potencial de, por exemplo, oferecer moldes como um serviço.


Ambos os oradores enfatizaram que, para o sector, é “urgente refletir sobre o que se pode oferecer ao mercado de forma a criar valor sustentável”. Para isso, segundo Gonçalo Caetano, será necessário investir numa transformação mais profunda e disruptiva, que vá além de melhorias incrementais.


O painel encerrou com uma intensa troca de opiniões e partilha de ideias sobre a necessidade de se apostar numa nova mentalidade na gestão, que leve em conta a redução da dependência da indústria automóvel e incentive a formação e captação de jovens para o sector.


Contudo, para alcançar esse objetivo, é necessário um compromisso que leve a uma transformação holística, que adote não apenas as novas tecnologias, mas que também consiga redefinir o relacionamento com clientes e capacite os trabalhadores para o futuro.

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