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“COOPERAÇÃO É O CAMINHO PARA GANHAR ESCALA E DIVERSIFICAR MERCADOS”
A diversificação de mercados, geográficos e sectoriais, é a resposta aos desafios que se colocam à indústria de moldes. A posição foi unânime entre todos os intervenientes na conferência ‘Market Days’, que decorreu dia 30 de setembro, organizada pela CEFAMOL, no âmbito do seu projeto de promoção internacional “Engineering & Tooling from Portugal”. Mas os oradores deixaram uma advertência: essa diversificação deve ser acompanhada por uma estratégia bem definida e pela cooperação entre os fabricantes de moldes nacionais, que lhes permita ganhar escala e, com isso, conquistar alguns mercados que vão revelar-se essenciais para assegurar o futuro do sector. “Vamos ter de olhar para outros sectores, de forma a reduzir a dependência perigosa que temos da indústria automóvel, e também para outros mercados geográficos. O mundo vai mudar e não de forma linear como até aqui, a procura de moldes vai alterar-se e até o plástico, a principal matéria-prima, irá sofrer mudanças”, considerou Gabriel Silva, da empresa de consultoria TGA, no painel de debate subordinado ao tema ‘Diversificação de Mercados” que teve como moderador João Paulo Leonardo, da empresa Alfaloc. Realizado num formato híbrido, contou com dezenas de profissionais do sector a acompanhar, quer presencialmente, quer por via da transmissão online. Gonçalo Caetano, do Grupo Simoldes, defendeu também a importância da cooperação, seja com empresas nacionais, seja com parceiros estratégicos nos mercados. “Temos de ter presente que a presença internacional não se consegue, apenas, com investimento direto. Faz-se com parcerias e esse é o grande desafio do nosso sector: é preciso abertura de espírito para cooperar, até porque as nossas empresas estão ‘encaixadas’ entre grandes clientes de um lado e grandes fornecedores do outro”. Desta forma, considerou, as empresas conseguirão ganhar escala e conquistar mercados, algo fundamental para conseguirem diversificar. Diversificar para abrir portas Idálio Silva, da empresa Uepro, chamou a atenção para o facto de a dependência de um mercado, seja sectorial ou geográfico, seja algo “extremamente perigoso”, uma vez que pode pôr em risco toda uma organização. Deu como exemplo a sua empresa, para explicar que, desde há vários anos, segue uma lógica de diversificação e que o sector automóvel, por exemplo, “nunca representa mais do que 5%”. A maior aposta da empresa, esclareceu, centra-se atualmente na indústria aeronáutica, mas nem essa representa uma fatia tão grande que coloque em causa o negócio. Olhar para novos mercados O debate foi antecedido por uma apresentação de dois mercados que, salientou Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, constituem “bons exemplos para uma possível diversificação”: a Turquia e a África do Sul. As intervenções sobre estes mercados estiveram a cargo de Celeste Mota e Guilherme Lopes, delegados da AICEP na Turquia e Africa do Sul, respetivamente. Estados Unidos: mercado importante que é preciso trabalhar e conhecer ‘EUA: Desafios e Oportunidades’ foi o tema da segunda sessão da conferência ‘Market Days’. Laurie Harbour, da consultora Harbour Results, protagonizou uma intervenção inicial, na qual considerou que se trata de um mercado importante para os moldes portugueses, mas que deve ser trabalhado, de forma a identificar as melhores oportunidades. Como abordagem ao mercado, sugere que as empresas consigam estabelecer parcerias para melhor se posicionarem no mercado. “Não precisam de estar instalados nos Estados Unidos, mas se tiverem aí uma presença, consegue ser mais competitivos”, salientou. Oportunidades Finda a caracterização do mercado americano, seguiu-se um painel de debate. Como nota introdutória, Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, lembrou que este já foi, no passado, o principal mercado dos moldes portugueses. E, pela sua relevância internacional, as empresas, juntamente com a associação, procuram recuperar ali terreno. Moderado por Luís Oliveira, da AICEP, a conversa teve como intervenientes Carlos Oliveira (LBC Global), Jorge Sales Gomes (Open Lockers), Marco Costa (Socem) e Rui Marques (AES Moldes). Em comum, todos partilham a experiência de vários anos no mercado americano, aconselhando as empresas portuguesas a procurar conhecer muito bem o mercado antes de avançar e, de preferência, a fazê-lo em cooperação. A conferência foi muito dinâmica, com os participantes a colocar várias questões aos oradores e a partilhar as suas experiências nos temas apresentados e discutidos.
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