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EMPRESAS DEVEM ADOTAR MEDIDAS DE POUPANÇA PARA CONTORNAR INSTABILIDADE DO SECTOR ENERGÉTICO
Poupar é a palavra-chave num momento em que o sector energético vive momentos de grande instabilidade. Esta foi uma das principais conclusões do webinar ‘O Mercado da Energia e os seus Desafios’ que, organizado pela CEFAMOL, decorreu no dia 18 de fevereiro, tendo como oradora Inês Martins, da ECOST, entidade que apoia as empresas a poupar, seja na energia, seja noutras áreas relacionadas a atividade empresarial. “A instabilidade do preço da energia acaba por traduzir-se num aumento de custos para as empresas”, começou por realçar Inês Martins, que falava para uma plateia virtual composta por cerca de duas dezenas de profissionais do sector. Lembrando que, em 2020, o preço da energia estava mais baixo, salientou que, neste momento, a tendência é de crescimento, mas com um fator de instabilidade enorme, o que dificulta arriscar previsões em termos de futuro. Entre as razões para esta enorme volatilidade dos preços, destacou questões como a seca que assola a Europa, a produção eólica em baixa, a descontinuidade das centrais a carvão, a interrupção de funcionamento da base nuclear de França ou a indefinição sobre a data de início do gasoduto Rússia-Alemanha, entre outros. Depois, acentuou que, à exceção das tarifas de acesso à rede, o preço da energia não inclui nenhum tipo de apoio estatal. Tudo isto conjugado, adiantou Inês Martins, traduziu-se num aumento dos preços, entre 2020 e 2021, na ordem dos 150 a 300% nos custos de energia (eletricidade e gás). Por isso, entre as soluções e os mecanismos que as empresas podem usar para fazer face a esta questão, a poupança surge no topo da lista. Desligar as máquinas das fichas, olhar para os ciclos contratados e confirmar se são os adequados, substituir a iluminação pelo LED, optar por equipamentos Energy Star e por painéis solares (que permitem recuperar parte da energia em autoconsumo), foram algumas das advertências que deixou, salientando que, apesar de se tratar de medidas de poupança óbvias, nem sempre são colocadas em prática. Lembrou ainda que, face a esta situação, as empresas têm grandes desafios pela frente no que diz respeito aos custos com a energia. E aconselhou que, face à instabilidade, é melhor evitar os contratos a longo prazo com os comercializadores de energia, privilegiando os de médio prazo e com preço fixo. Sugeriu ainda a implementação de soluções de eficiência energética ou o recurso à contratação em grupo, de forma a obter um melhor preço.
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